Medicina Chinesa versus
órgãos do corpo

Segundo a Medicina Chinesa, a teoria dos órgãos
explica as relações entre a alimentação e os órgãos
do corpo.

Essa teoria diz que eles não se limitam apenas a
seu aspecto físico/material, mas também a seu
aspecto energético/metabólico.

Para chegar a um equilíbrio, é importante prestar
atenção aos tipos e sabores dos alimentos, o horário
que são ingeridos e a emoção sentida a cada dia.

O farmacêutico naturopata Jamar Tejada reuniu
algumas dicas:

SABORES
Cada alimento leva os nutrientes para os órgãos correspondentes, com o objetivo de que cada um
funcione da melhor forma. 

O ácido, por exemplo, vai para o fígado e ajuda a
diminuir o suor e as tosses; já o sal entra nos rins e
pode drenar, purgar e suavizar a digestão. 

Os amargos vão para o coração e para o intestino
delgado, ajudando a resfriar o corpo e a secar a
umidade. 

Enquanto isso, os picantes entram nos pulmões e
no intestino grosso, estimulando o apetite. Doces
vão para o estômago e para o baço, ajudando a
lubrificar o corpo.

ESTAÇÕES
Tejada conta que, na Medicina Chinesa, acredita-se
que as estações e épocas do ano também são
fatores a serem levados em consideração.

O especialista diz que, na primavera, que
normalmente é mais úmida na China, vale ingerir
alimentos que possam acabar com a umidade no
corpo. 

No verão, como é mais quente, a preferência deve
ser por alimentos que possam resfriar o organismo. 

O outono é mais seco, então a necessidade é por
alimentos que possam "lubrificar" o corpo e, no
inverno, o mais recomendável é ingerir comidas
quentes. 

HORÁRIOS
Jamar ainda afirma que cada órgão possui um
horário em que sua energia está mais atuante: 

De manhã, os alimentos doces irão fortalecer o
estômago, baço e pâncreas. No almoço, o sabor
amargo deve estar presente para agir na energia do
coração. 

Já no período da noite, vale investir no sabor salgado.

EMOÇÕES
Para o farmacêutico, o desequilíbrio das emoções
pode também afetar a função dos órgãos. A raiva,
por exemplo, está associada ao fígado. 

"Por isso que uma frustração reprimida normalmente
causa a estagnação da energia vital, o que pode
resultar em depressão ou desordens menstruais”,
diz.

TEXTO: Ana Mota
REVISÃO: Vivian Ortiz
EDIÇÃO: Caroline Duarte 
SUPERVISÃO: Vitor Balciunas 
CRÉDITOS: Tenor e Unsplash

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