Banheira de gelo?
Entenda os benefícios

Cauã Reymond e Felipe Tito já se mostraram grandes
fãs da banheira de gelo, uma técnica para melhorar
a recuperação corporal e trabalhar o psicológico. 

Pensando nisso, Anamaria Digital conversou com o
professor de yoga e meditação, Carlo Guaragna,
para contar como tornar a prática um hábito. 

Ele também explica quais os benefícios e os
cuidados para quem quer começar a praticar essa
técnica.

Vale dizer que a banheira ganhou fama com
Wim Hof, que apareceu em programas de TV
internacionais quebrando recordes de quem ficava
mais tempo dentro de lagos mega frios.

De acordo com Guaranga, dentre os benefícios
estão: mais energia, melhorar a imunidade,
melhora o sono, alívio das dores e muito mais.

No entanto, na visão do especialista, o maior ganho
está na parte mental. 

"O que eu, particularmente, mais gosto desta
prática é o enfrentamento diário do medo que o
ser humano tem da vulnerabilidade", diz.

Carlo explica que, ao trocar olhares com uma
banheira de gelo, você sentirá medo. Vencer isso
diariamente será o maior benefício psicológico. 

Para quem deseja inserir o hábito dentro da rotina,
o professor indica que a melhor maneira é começar
de forma gradual. 

Segundo Carlo, não há necessidade de iniciar já com
uma banheira super gelada, mas utilizar o poder de
adaptação do corpo para tornar esse processo mais
suave.

“Começar o treinamento no verão com banhos
gelados e mantê-lo durante o inverno já é um
desafio grande, mas palatável", sugere ele. 

Carlo aconselha que, no percurso entre verão e
inverno, é bom manter o hábito do banho gelado. 

"Quando chegar o verão novamente comece a
imersão no gelo, sustentando a prática também
durante o inverno”, recomenda. 

Muitas pessoas até conseguem tomar um banho
gelado ou entrar na banheira cheia de gelo, mas
acabam saindo por não aguentar a temperatura. 

O professor ressalta que é essencial pensar na
respiração, inspirando e expirando de maneira
entrecortada, depois de forma mais longa e, por fim,
fazendo uma retenção. 

“O tempo sugerido de prática é 12 minutos por
semana, a ser dividido em 6 imersões de 2 minutos,
podendo variar conforme a experiência do
praticante”, explica.

Carlo aconselha que é preciso cuidado para não
entrar em estado de hipotermia. O ideal é evitar
contrair os músculos, pois assim o sangue vai
manter os órgãos vitais internos aquecidos.

TEXTO: Juliana Ribeiro
REVISÃO: Vivian Ortiz
EDIÇÃO: Caroline Duarte 
SUPERVISÃO: Vitor Balciunas 
CRÉDITOS: Tenor, Unsplash, Instagram/
@cauareymond, Instagram/ @iceman_hof
e Instagram/ @felipetitto

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