Autoamor: 5 dicas para
cuidar mais de si

Cultivar o amor próprio nem sempre é uma tarefa
fácil, certo? 

Segundo o escritor e psicólogo Marcos Lacerda, a
síndrome do impostor, o mito da falsa realidade e a
dificuldade em dizer ‘não’ podem ser obstáculos que
nos afastam de amar a nós mesmas.

“As pessoas têm uma incapacidade de, antes de
amar alguém, amar a si mesmo. Porque, para você
amar, desamar ou amar de novo quem quer que
seja, é preciso antes amar-se”, alerta o especialista. 

Lacerda completa: “Algo que deveria ser simples e
natural, mas não é, afinal, desde cedo vamos sendo
moldados pelas expectativas dos nossos familiares
e da sociedade”. 

A boa notícia é que existem alguns comportamentos
que podemos cultivar em nossas rotinas para
fortalecer a autoestima. Aprenda quais são! 

Dica 1: Aprenda a dizer não quando essa for a sua
verdade. Além disso, procure desenvolver a
capacidade de receber críticas, uma vez que elas são
a bússola que nos ajudam a corrigir o percurso. 

Dica 2: Estabeleça metas realistas! Traçar metas
impossíveis é uma estratégia inconsciente para
validar a sua criança limitante de estar sempre
fadado ao fracasso.

Dica 3: Pare de se comparar aos outros. Cada um tem
uma potencialidade e uma história de vida diferente.
Comparações são injustas e nunca devem ser usadas
para te rebaixar. 

Dica 4: Entre em contato com suas verdadeiras
necessidades, não as que lhe ensinaram que eram
as corretas. Pergunte-se: “o que eu realmente quero
ou preciso neste momento da minha vida?”

Dica 5: Pare de buscar a perfeição! “Existem dois
Eus: um Eu ideal e outro Eu real, e eles jamais se
encontrarão. Portanto, faça as pazes com o seu Eu
possível”.

Considerando essas dicas, Lacerda chama a atenção
para a importância de diferenciar a autoaceitação da
necessidade de corresponder aos padrões sociais -
o que muita gente confunde, viu? 

“Aceitar-se não significa gostar de tudo em você,
mas antes respeitar a sua natureza e os seus limites
físicos e psíquicos (...) Sou o meu possível”, pontua o
especialista. 

Ele continua: “Tenho o costume de dizer: a gente
não vive como se quer, e sim como a gente
consegue. Essa é uma lição que desaprendemos
desde muito cedo”. 

COMO SABER SE PRECISO DE AJUDA?

Alguns comportamentos, como síndrome do
impostor, autossabotagem frequente, isolamento,
autodepreciação constante, desmotivação e
perfeccionismo exagerado são sinais de alerta para
o psicólogo.

“A lista é grande. Esses comportamentos, somados a
uma imobilidade social e psicológica, são sinais de
que a pessoa precisa de ajuda”, conclui Lacerda.

TEXTO: Milena Garcia
REVISÃO: Vivian Ortiz
EDIÇÃO: Caroline Duarte 

SUPERVISÃO: Vitor Balciunas 
CRÉDITOS: Tenor e Freepik 

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